Publicado em 29/07/2024 – Por Lucas Alencar, New Orleans Tribune

O New Orleans Saints FC vive um momento de reestruturação. Após a boa fase nas últimas rodadas e a chegada de quatro reforços — Vicente Besuijen, Ryan Broom, Tyler Magloire e Takuma Ominami —, o clube projeta os próximos passos da temporada com o mesmo equilíbrio entre ambição esportiva e realismo financeiro.
Em entrevista exclusiva ao New Orleans Tribune, o técnico Gustavo Costas falou sobre a situação do elenco, a busca por novas peças e a possibilidade de saídas até o fim da janela. Poucos dias depois, ele se reuniu com o presidente Felipe Gonçalves para revisar nome por nome o plantel atual — um encontro que, segundo fontes internas, definiu a estratégia do clube até o fim do ano.
Entrevista exclusiva com Gustavo Costas
Lucas Alencar:
— Gustavo, depois da boa fase recente do Saints, a torcida quer saber: o elenco está fechado para essa janela? Ou ainda há necessidade de reforços? E existe algum nome no grupo atual que pode ser negociado?
Gustavo Costas:
— Lucas, é uma boa pergunta. Estou satisfeito com o comprometimento do grupo e com as peças que chegaram. Mas internamente, sabemos que ainda temos carências. Precisamos de profundidade em algumas posições, especialmente no ataque pelas pontas e talvez mais uma peça no setor defensivo — alguém que possa atuar tanto na lateral quanto como zagueiro.
Quanto a saídas, estamos abertos a propostas — não por iniciativa nossa, mas porque o clube também precisa respirar financeiramente. Se surgir uma boa oportunidade de venda por um jogador que não esteja sendo fundamental no sistema atual, vamos analisar. Mas isso será sempre feito com cuidado, para não comprometer o equilíbrio do elenco.
Bastidores: a conversa que definiu os próximos passos
Na última semana, Costas e Felipe Gonçalves se reuniram na sala da presidência do Superdome para revisar, nome por nome, a situação do elenco.
O encontro foi descrito como “direto e transparente” — e deixou claro quem faz parte dos planos e quem pode sair.
Goleiro
Marcelo Grohe: Titular absoluto, líder e referência. “Intocável”, segundo Costas.
Zaga
Tristan Blackmon: Capitão e símbolo de estabilidade. Fica.
Takuma Ominami: Reforço certeiro, elogiado por sua inteligência defensiva. Fica.
Tyler Magloire: Boa recuperação física e potencial de crescimento. Pode ser negociado se houver boa proposta.
Javain Brown: Polivalente e disciplinado. Permanece.
José Sagredo: Irregular. Liberado caso surja oferta interessante.
Meio-Campo
Ryan Broom: Novo motor do setor. “Essencial”, definiu o técnico.
Wenderson: Peça de transição e energia. Fica.
Mateo Cáceres: Oscilante, mas útil. Mantido como opção.
Jayden Nelson: Rápido, mas inconsistente. Está na lista de negociáveis.
Ataque
Alexis Cuello: Craque do time e líder técnico. Inegociável.
Sérgio Santos: Em boa fase, mas com mercado ativo. Pode sair se chegar proposta vantajosa.
Marrony: Mantido após evolução recente.
Vicente Besuijen: Novo reforço, com potencial para desequilibrar. Fica.
Walter Mazzantti: Oscilante. Livre para buscar novos ares.
Emmanuel Sabbi e Johan Gómez: Reservas de rotação. Negociáveis.
Posições que ainda podem receber reforço
- Um ponta de velocidade e finalização;
- Um lateral versátil, capaz de atuar nos dois lados;
- Um atacante reserva com presença de área.
As vozes do universo Saints
Felipe Gonçalves, presidente do Saints FC:
“A ideia é liberar no máximo dois nomes e trazer dois reforços de impacto. Nada será feito com pressa. Queremos reforçar sem perder identidade.”
Gustavo Costas, técnico:
“Com os ajustes certos, esse time pode brigar lá em cima. O grupo está comprometido e a resposta dentro de campo mostra que estamos no caminho certo.”
Ramon “Trovão” Ferreira – Líder da Torcida
“Presidente, se o professor tá dizendo que precisa de mais gente, a gente apoia! Mas tem que ser reforço que venha pra resolver, não pra esquentar banco.
E vender jogador agora? Só se for quem não tá fazendo por merecer vestir a camisa! A torcida tá de olho!”
Tristan Blackmon – Capitão do Time
“Nosso elenco é forte, mas a MLS exige profundidade. Se vierem reforços com a cabeça certa, vão ser bem-vindos.
Quanto a saídas, o grupo sempre sente, mas entendemos a realidade do clube.
O foco é manter o coletivo unido.”
Conclusão
A fala de Costas foi realista e madura. Mesmo com os bons resultados, o Saints ainda tem lacunas — especialmente nas pontas e na defesa versátil.
O clube busca equilíbrio entre sustentabilidade e competitividade, algo raro no futebol moderno. Ele mostrou o que sempre caracterizou sua carreira: franqueza e planejamento.
Ao mesmo tempo em que elogia o grupo atual, ele deixa claro que o Saints não pode se acomodar.
Com a confiança de Felipe Gonçalves e o apoio da torcida, o treinador argentino conduz o clube por uma fase de reconstrução consciente, onde cada contratação — e cada venda — precisa ter propósito.
O Saints volta a campo na próxima semana, ainda com o mercado aberto.
Se novas peças chegarem, será sob um critério simples, mas poderoso: melhorar o coletivo sem perder a essência.
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