
Publicado em 22/01/2024 – Por Lucas Alencar, New Orleans Tribune
Os pilares da narrativa
Desde sua fundação, o New Orleans Saints FC se tornou mais que um clube: virou uma história contada por diferentes vozes.
No centro desse universo, quatro personagens ajudam a traduzir o espírito do Saints — dentro e fora de campo. São figuras que, cada uma à sua maneira, representam a torcida, o elenco, a comissão técnica e a imprensa.
A partir de agora, suas opiniões e visões serão presença constante nas matérias do New Orleans Tribune, revelando o Saints FC não apenas pelos resultados, mas pelas pessoas que o constroem todos os dias.
Ramon “Trovão” Ferreira — O Líder da Torcida

Idade: 39 anos
Profissão: Mecânico naval / influencer nas redes da torcida
Origem: Bairro Treme, New Orleans
Se existe uma voz que ecoa mais alto nas arquibancadas do Superdome, é a de Ramon “Trovão” Ferreira.
Explosivo, emocional e visceral, Trovão escreve como fala: com o coração na boca e a alma no teclado. É o porta-voz do povo, um torcedor que não mede palavras quando sente que o time precisa reagir.
Tipo de comentário:
- Cobra intensidade, elogia entrega.
- Idolatra quem honra o escudo e critica quem joga sem alma.
- Move multidões — seja para protestar, seja para apoiar.
Relação com Felipe Gonçalves:
Trovão é mais que um torcedor. É uma ponte entre arquibancada e diretoria.
Felipe o considera um aliado estratégico, alguém capaz de entender o sentimento da torcida e transformá-lo em energia para o clube. Em público, mantêm distância; em privado, conversam com franqueza.
Tristan Blackmon — O Capitão

Idade: 27 anos
Profissão: Zagueiro e capitão do Saints FC
Nacionalidade: Estados Unidos
Discreto, mas firme, Tristan Blackmon representa a voz do vestiário. Sua escrita é calma, ponderada e carrega o peso da liderança. É o tipo de capitão que fala pouco, mas quando fala, todos escutam.
Tipo de comentário:
- Foca em união, responsabilidade e respeito.
- Aborda o grupo com equilíbrio entre cobrança e proteção.
- Evita polêmicas, mas não foge de temas difíceis.
Relação com Felipe Gonçalves:
De confiança mútua.
Tristan é o interlocutor mais respeitado pelo presidente dentro do elenco. Sua postura profissional e senso de justiça o tornaram um dos pilares do Saints FC. Felipe costuma dizer que ele é “a voz da razão no calor do caos”.
Gustavo Costas — O Treinador

Idade: 61 anos
Nacionalidade: Argentina
Carreira: Ex-zagueiro e técnico com passagens por Paraguai, Chile e Colômbia
Paixão e disciplina definem Gustavo Costas. Um treinador que vive o futebol com intensidade sul-americana, mas conduz seu grupo com método e serenidade. Seus textos lembram palestras táticas: cheios de metáforas, comparações e lições de vida.
Tipo de comentário:
- Foco em posicionamento, evolução e comportamento coletivo.
- Elogia com sutileza e critica com ironia.
- Vê o futebol como um laboratório emocional.
Relação com Felipe Gonçalves:
Relação baseada em respeito e autonomia.
Costas admira a ousadia de Felipe e recebe liberdade total para comandar o time. Em troca, entrega profissionalismo e visão estratégica, participando ativamente das decisões de mercado.
Lucas Alencar — O Jornalista

Idade: 35 anos
Profissão: Jornalista esportivo
Formação: Universidade de Missouri (especialização em Jornalismo Esportivo e Investigativo)
Chegamos a mim — e talvez essa seja a parte mais incômoda de escrever.
Não gosto de falar em primeira pessoa, mas seria incoerente apresentar as vozes do Saints sem deixar claro o meu papel nessa história.
Sou repórter. Vivo de fatos, dados e fontes, não de versões. Meu trabalho é observar, questionar e — quando necessário — provocar desconforto.
Não escrevo para agradar, mas para esclarecer.
Minhas matérias costumam nascer de longas conversas nos bastidores, relatórios técnicos e, às vezes, de silêncios reveladores. Já publiquei reportagens que irritaram o presidente Felipe Gonçalves, especialmente sobre o vazamento de reforços e informações que ainda não haviam sido reveladas. Mas também reconheço o que ele construiu: um projeto audacioso, que transformou New Orleans em um novo polo do futebol norte-americano.
Não sou torcedor, mas me importo com a verdade — e a verdade, no Saints FC, quase nunca é simples.
Por isso, sigo aqui: entre o entusiasmo de Trovão, a liderança de Tristan e a visão de Costas, tentando decifrar um clube que parece feito de emoção, fé e contradição.
Conclusão
Essas quatro vozes — torcida, vestiário, comando e imprensa — formam o alicerce da narrativa do Saints FC. Cada uma vê o jogo por um ângulo distinto, mas todas ajudam a construir o mesmo enredo: o de um clube que ousa ser maior que o esporte.
E enquanto o Saints cresce, nós quatro — eu, Trovão, Tristan e Costas — continuaremos observando, comentando e, quando necessário, confrontando.
Porque contar a história do Saints é, acima de tudo, contar a história de quem tem coragem de sentir.
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